1. SEES 26.9.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  O MESMO GRAU DE CERTEZA
3. ENTREVISTA  FERREIRA GULAR  UMA VISO CRTICA DAS COISAS
4. LYA LUFT  BUSCANDO A EXCELNCIA
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINTEIN SADE  NOVAS DIMENSES DA ULTRASSONOGRAFIA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

BRASILEIROS NO VALE DO SILCIO
Durante uma semana, VEJA.com acompanhou sete empreendedores brasileiros que participaram de um intercmbio de aprendizagem e negcios no Vale do Silcio, o corao das empresas de inovao do planeta. L, auxiliados por especialistas, eles receberam treinamento para lapidar projetos e participar de encontros com investidores acostumados a pr dinheiro em negcios novos e ousados. Reportagem no site mostra o que esses brasileiros aprenderam no maior e mais importante centro de inovao tecnolgica do mundo.

A DANA DO COREANO
A dana mais contagiante desde Macarena. Assim tem sido descrita a coreografia do rapper sul-coreano Psy no clipe Gangnam Style, que em dois meses teve mais de 220 milhes de cliques no YouTube. H uma gotcula de crtica social embutida na letra, mas o xito de Psy resulta sobretudo de sua bizarrice. Reportagem no site de VEJA explora o fenmeno Gangnam Style  que, a exemplo de outros vdeos que estouraram na internet, j ganhou pardias e continuaes.

O MAC SAUDVEL
Mike Roberts, ex-presidente global do McDonalds, se converteu. Depois de comandar por mais de trs dcadas a marca-cone do fast-food, Roberts criou uma rede de restaurantes de alimentao saudvel. A LYFE, acrnimo de Love Your Food Everyday (ame sua comida todos os dias, em ingls), traz em seu cardpio produtos orgnicos, com baixa caloria e pouco sdio. Reportagem no site de VEJA mostra os progressos do negcio de Roberts e compara os sanduches da LYFE e do McDonalds.

DEMOGRAFIA E POLTICA
Nos Estados Unidos, negros, asiticos e hispnicos devem suplantar em nmero, at 2050, os brancos, que hoje so maioria no pas.  Na Brasil, a religio catlica perde seguidores pela primeira vez na histria  e at 2030 pode se tornar minoritria em relao s denominaes protestantes.  Em bora esses processos ainda estejam em andamento, eles j moldam estratgias eleitorais, que na campanha presidencial americana, quer na corrida pelas prefeituras brasileiras. Reportagem no site de VEJA mostra como e por que as mudanas demogrficas que vo remodelar o planeta nas prximas dcadas se revelam cedo, e de forma dramtica, no palco da poltica.


2. CARTA AO LEITOR  O MESMO GRAU DE CERTEZA
     Foi extraordinria, em todos os sentidos, a repercusso da reportagem de capa de VEJA da semana passada, com o publicitrio mineiro Marcos Valrio, o piv financeiro do mensalo. VEJA trouxe revelaes bombsticas de Valrio sobre o papel central do ex-presidente Lula nas operaes que resultaram em um escndalo que, por pouco, no lhe custou o mandato presidencial.
     O ex-presidente Lula manteve-se calado. Marcos Valrio tambm no se pronunciou. So dois casos de silncio ensurdecedor.
     Em contraste, os partidos da base de sustentao do governo protestaram e os de oposio emitiram notas exortando VEJA a tornar pblicas as evidncias materiais que embasaram a publicao das contundentes declaraes do publicitrio mineiro.
     Os partidos que enxergam nas revelaes de Marcos Valrio vantagens polticas podem proceder como quem vislumbrou essas mesmas propriedades no depoimento de Pedro Collor trazido a pblico vinte anos atrs e que culminaram com o impeachment do irmo, Fernando Collor.
     Da mesma forma, quem se sentiu prejudicado pela divulgao das informaes do homem do dinheiro do mensalo tem a possibilidade de interpel-lo publicamente ou procurar reparao na Justia. Marcos Valrio est vivo e tem endereo conhecido. A mensagem  de Marcos Valrio. VEJA foi a mensageira.
     O grau de certeza de VEJA em relao ao contedo da reportagem com Marcos Valrio  o mesmo que a revista tinha quando publicou, em 1992, a capa Pedro Collor conta tudo. Tanto em um caso quanto no outro, VEJA cumpriu sua misso de informar com fidelidade, coragem e esprito pblico fatos testemunhados por pessoas com grande intimidade com o poder.
     Existe outro paralelo entre a reportagem de VEJA com Pedro Collor e a de agora com Marcos Valrio. Ambas so estrondosas por reunirem declaraes que deram materialidade a situaes sobre as quais j tinham sido levantados diversos detalhes significativos, porm esparsos. Ficava faltando um demiurgo com informaes privilegiadas capaz de amarrar todos os eventos, dando-lhes coerncia. Foi o que Pedro Collor fez em 1992 e, na semana passada, Marcos Valrio.


3. ENTREVISTA  FERREIRA GULAR  UMA VISO CRTICA DAS COISAS
O poeta diz que o socialismo no faz mais sentido, recusa o rtulo de direitista e ataca: Quando ser de esquerda dava cadeia, ningum era. Agora que da prmio, todo mundo .
PEDRO DIAS LEITE

Um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, Ferreira Gullar, 82 anos, foi militante do Partido Comunista Brasileiro e, exilado pela ditadura militar, viveu na Unio Sovitica, no Chile e na Argentina. Desiludiu-se do socialismo em todas as suas formas e hoje acha o capitalismo invencvel.  autor de versos clssicos
  vida falta uma parte /  seria o lado de fora  / para que se visse passar / ao mesmo tempo que passa / e no final fosse apenas / um tempo de que se acorda / no um sono sem resposta. /  vida falta uma porta. Gullar teve dois filhos afligidos pela esquizofrenia. Um deles morreu. O poeta narra o drama familiar e faz a defesa da internao em hospitais psiquitricos dos doentes em fase aguda. Sobre seu ofcio, diz: Tem de haver espanto, no se faz poesia a frio.

O senhor j disse que se bacharelou em subverso em Moscou e escreveu um poema em que a moa era quase to bonita quanto a revoluo cubana. Como se deu sua desiluso com a utopia comunista? 
No houve nenhum fato determinado. Nenhuma decepo especfica. Foi uma questo de reflexo, de experincia de vida, de as coisas irem acontecendo, no s comigo, mas no contexto internacional.  fato que as coisas mudaram. O socialismo fracassou. Quando o Muro de Berlim caiu, minha viso j era bastante crtica. A derrocada do socialismo no se deu ao cabo de alguma grande guerra. O fracasso do sistema foi interno. Voltei a Moscou h alguns anos. O tmulo do Lenin est ali na Praa Vermelha, mas pelo resto da cidade s se veem anncios da Coca-Cola. No tenho dvida nenhuma de que o socialismo acabou, s alguns malucos insistem no contrrio. Se o socialismo entrou em colapso quando ainda tinha a Unio Sovitica como segunda fora econmica e militar do mundo, no vai ser agora que esse sistema vai vencer.

Por que o capitalismo venceu? 
O capitalismo do sculo XIX era realmente uma coisa abominvel, com um nvel de explorao inaceitvel. As pessoas com esprito de solidariedade e com sentimento de justia se revoltaram contra aquilo. O Manifesto Comunista, de Marx, em 1848, e o movimento que se seguiu tiveram um papel importante para mudar a sociedade. A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de conscincia dos direitos, tudo isso fez melhorar a relao capital-trabalho. O que est errado  achar, como Marx diz, que quem produz a riqueza  o trabalhador e o capitalista s o explora.  bobagem. Sem a empresa, no existe riqueza. Um depende do outro. O empresrio  um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas.  um criador, um indivduo que faz coisas novas. A viso de que s um lado produz riqueza e o outro s explora  radical, sectria, primria. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista. Mas  um equvoco concluir que a derrocada do socialismo seja a prova de que o capitalismo  inteiramente bom. O capitalismo  a expresso do egosmo, da voracidade humana, da ganncia. O ser humano  isso, com raras excees. O capitalismo  forte porque  instintivo. O socialismo foi um sonho maravilhoso, uma realidade inventada que tinha como objetivo criar uma sociedade melhor. O capitalismo no  uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele  invencvel. A fora que torna o capitalismo invencvel vem dessa origem natural indiscutvel. Agora mesmo, enquanto falamos, h milhes de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro.  bvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um pas no vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhes de pessoas. No tem cabimento.

O senhor se considera um direitista?
Eu, de direita? Era s o que faltava. A questo  muito clara. Quando ser de esquerda dava cadeia, ningum era. Agora que d prmio, todo mundo . Pensar isso a meu respeito no  honesto. Porque o que estou dizendo  que o socialismo acabou, estabeleceu ditaduras, no criou democracia em lugar algum e matou gente em quantidade. Isso tudo  verdade. No estou inventando.

E Cuba? 
No posso defender um regime sob o qual eu no gostaria de viver. No posso admirar um pas do qual eu no possa sair na hora que quiser. No d para defender um regime em que no se possa publicar um livro sem pedir permisso ao governo. Apesar disso, h uma poro de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, no querem viver l de jeito nenhum.  difcil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo.

Como o senhor define sua viso poltica?
No acho que o capitalismo seja justo. O capitalismo  uma fatalidade, no tem sada. Ele produz desigualdade e explorao. A natureza  injusta. A justia  uma inveno humana. Um nasce inteligente e o outro burro. Um nasce atltico, o outro aleijado. Quem quer corrigir essa injustia somos ns. A capacidade criativa do capitalismo  fundamental para a sociedade se desenvolver, para a soluo da desigualdade, porque  s a produo da riqueza que resolve isso. A funo do estado  impedir que o capitalismo leve a explorao ao nvel que ele quer levar.

Qual a sua viso do governo de Dilma Rousseff? 
Dilma  uma mulher honesta, no rouba, no tem a caracterstica da demagogia. Mas ela foi posta no poder pelo Lula. Assim, no tem autoridade moral para dizer no a ele. Nesse aspecto,  prisioneira dele.

Como o senhor avalia a perspectiva de condenao dos rus do mensalo? 
O julgamento no vai alterar o curso da histria brasileira de uma hora para a outra. Mas o que o Supremo est fazendo  muito importante.  uma coisa altamente positiva para a sociedade. Punir corruptos, pessoas que se aproveitaram de posies dentro do governo,  uma chama de esperana.

O senhor se identifica com algum partido poltico atual? 
Eu fui do Partido Comunista, mas era moderado. Nunca defendi a luta armada. A luta armada s ajudou mesmo a justificar a ao da linha dura militar, que queria aniquilar seus oponentes. Quando fui preso, em 1968, fui classificado como prisioneiro de guerra. O argumento dos militares era, e , irrespondvel: quem pega em armas quer matar, ento deve estar preparado para morrer.

O senhor condena quem pegou em armas para lutar contra o regime militar? 
Quem aderiu  luta armada foram pessoas generosas, ntegras, tanto que algumas sacrificaram sua vida. Mas por um equvoco. Voc tem de ter uma viso crtica das coisas, no pode ficar eternamente se deixando levar por revolta, por ressentimentos. A melhor coisa para o inimigo  o outro perder a cabea. Lutar contra quem est lcido  mais difcil do que lutar contra um desvairado.

Como se justifica sua defesa da internao no tratamento da esquizofrenia?
As pessoas usam a palavra manicmio para desmoralizar os hospitais psiquitricos. Internei meu filho em hospitais que tm piscina, salo de jogos, biblioteca. Mesmo os pblicos no tm mais a camisa de fora ou sala com grades. Tive dois filhos esquizofrnicos. Um morreu, o outro est vivo, mas no tem mais o problema no mesmo grau. Controlou com remdio, e a idade tambm ajuda. A esquizofrenia surge na adolescncia e se junta  impetuosidade. Com o tempo, a pessoa vai amadurecendo. Doena  doena, no  a gente. Se estou gripado, a gripe no sou eu. A esquizofrenia  uma doena, mas eu no sou a esquizofrenia. Posso evoluir, me tornar uma pessoa mais madura, debaixo de toda aquela confuso. O esquizofrnico com 50 anos no  o mesmo de quando tinha 17.

Qual o pior momento na sua convivncia com filhos esquizofrnicos? 
Quando a pessoa entra em surto, ela pode se jogar pela janela. Meu filho, o Paulo, se jogou. Hoje ele anda mancando porque sofreu uma leso na coluna. Ele conversava comigo, via televiso, brincava, lia meus poemas. Em surto, no tinha controle. Queria estrangular a empregada. Nessas horas, a nica maneira  internar e medicar. Nesse estado, sem nenhum socorro, o esquizofrnico pode fazer qualquer coisa. A famlia pobre faz o qu, se no tem mais onde internar? Se mantiver a pessoa em casa, ela poder tocar fogo em tudo, pegar uma faca e tentar assassinar o pai. Poder fugir para a rua, desvairada. Essa poltica contra os hospitais psiquitricos tem como resultado prtico uma tragdia em que os ricos internam seus filhos em clnicas particulares e os pobres morrem na rua. Quando ouo algum dizer que as famlias internam os filhos porque querem se ver livres deles, s posso pensar que essa pessoa gosta dos meus filhos mais do que eu. Nunca viu meu filho, mas ama meu filho mais do que eu. Absurdo. Voc no sabe o que  uma famlia ter um filho esquizofrnico. Alm do problema do tratamento, existe o desespero de no saber o que fazer. Os hospitais psiquitricos continuam a existir porque os mdicos sabem que no h outra sada. No se interna um doente para que ele fique vinte anos l dentro, mas sim trs dias, trs meses. Meus filhos nunca ficaram internados alm do tempo necessrio. Eles voltavam para casa normais. Era uma alegria. Nenhuma famlia quer ter seu filho preso.

Como foi a primeira vez que se defrontou com a doena? 
O primeiro surto do Paulo foi no exlio, em Buenos Aires. Um dia, no apartamento, a gente estava brincando, a bola desceu pela escada, ele saiu para peg-la e no voltou. Desci, ele tinha sumido. Em que direo eu ando? Voltei para casa e fiquei chorando, no sabia o que fazer. Paulo ficou meses sumido. Isso foi em 1974, logo que cheguei a Buenos Aires. Terminei encontrando-o preso. No desvario, ele tentou roubar um carro  no sabia nem dirigir  e foi preso. Fez greve de fome. Estava esqueltico. O policial disse que era preciso uma ordem para solt-lo, porque era menor. Mas deixou que eu levasse meu filho, porque sabia que ele estava doente. Levei o Paulo para casa. Ele entrou e comeou a arrebentar a janela. Morvamos no 5 andar. Ele foi internado. At o dia em que, esperto como , sumiu do hospital, para sempre. Foi encontrado em So Paulo. Saiu de Buenos Aires sem um tosto, com a roupa do corpo. Esses episdios no tm fim.

Como  seu mtodo para fazer poesia? 
J fiquei doze anos sem publicar um livro. Meu ltimo saiu h onze anos. Poesia no nasce pela vontade da gente, ela nasce do espanto, alguma coisa da vida que eu vejo e que no sabia. S escrevo assim. Estou na praia, lembro do meu filho que morreu. Ele via aquele mar, aquela paisagem. Hoje estou vendo por ele. A comeo um poema... Os mortos veem o mundo pelos olhos dos vivos. No d para escrever um poema sobre qualquer coisa. O mundo aparentemente est explicado, mas no est. Viver em um mundo sem explicao alguma ia deixar todo mundo louco. Mas nenhuma explicao explica tudo, nem poderia. Ento de vez em quando o no explicado se revela, e  isso que faz nascer a poesia. S aquilo que no se sabe pode ser poesia.

A idade  uma aliada ou uma inimiga do poeta? 
Com o avano da idade, diminuem a vontade e a inspirao. A gente passa a se espantar menos. Tem poeta que no se espanta mais, mas insiste em continuar escrevendo, no quer se dar por vencido. Ento ele comea a escrever bobagens ou coisas sem a mesma qualidade das que produzia antes. Saber fazer ele sabe, mas  s tcnica, falta alguma coisa. No se faz poesia a frio. Isso no vai acontecer comigo. Sem o espanto, eu no fao. Escrever s para fazer de conta, no fao. Eu vou morrer. O poeta que tem dentro de mim tambm. Tudo acaba um dia. Quando o poeta dentro de mim morrer, no escrevo mais. No vou forar a barra, isso no vai acontecer. Toda vez que publico um livro, a sensao que tenho  de que aquele  o definitivo. Escrever um poema para mim  uma grande felicidade. Se no acontecer, no aconteceu. 

4. LYA LUFT  BUSCANDO A EXCELNCIA
     Quando falo em excelncia, no me refiro a ser o melhor de todos, ideia que me parece arrogante e tola. Nada pior do que um arrogante bobo, o tipo que chega a uma reunio, seja festa, seja trabalho, e j comea achando todos os demais idiotas. Nada mais pattico do que aquele que se pensa ou se deseja sempre o primeiro da classe, da turma, do trabalho, do bairro, do mundo, quem sabe? Talento e discrio fazem uma combinao tima.
     Ento, excelncia para mim significa tentar ser bom no que se faz, e no que se . Um ser humano decente, solidrio, afetuoso, respeitoso, digno, esperanoso sem ser tolo, idealista sem ser alienado, produtivo sem ser viciado em trabalho. E, no trabalho, dar o melhor de si sem sacrificar a vida, a famlia, a alegria, de que andamos to carentes, embora os trios eltricos desfilem e as baladas varem a madrugada.
     Estamos carentes de excelncia. A mediocridade reina, assustadora, implacvel e persistente. Autoridades, altos cargos, lderes, em boa parte desinformados, desinteressados, incultos, lamentveis. Alunos que saem do ensino mdio semianalfabetos e assim entram nas universidades, que aos poucos  refiro-me s pblicas  vo se tornando reduto de pobreza intelectual. As infelizes cotas, contra as quais tenho escrito e s quais me oponho desde sempre, servem magnificamente para alcanarmos este objetivo: a mediocrizao tambm do ensino superior. Alunos que no conseguem raciocinar porque no lhes foi ensinado, numa educao de brincadeirinha. E, porque no sabem ler nem escrever direito e com naturalidade, no conseguem expor em letra ou fala seu pensamento truncado e pobre. Professores que, mal pagos, mal estimulados, so mal preparados, desanimados e exaustos ou desinteressados. Ateno: h para tudo isso grandes e animadoras excees, mas so excees, tanto escolas quanto alunos e mestres. O quadro geral  entristecedor.
     E as cotas roubam a dignidade daqueles que deveriam ter acesso ao ensino superior por mrito, porque o governo lhes tivesse dado uma tima escola pblica e bolsas excelentes: no porque, sendo incapazes e despreparados, precisassem desse empurro. Meu conceito serve para cotas raciais tambm: no  pela raa ou cor, sobretudo autodeclarada, que um jovem deve conseguir diploma superior, mas por seu esforo e capacidade, porque teve timos 1 e 2 graus em escola pblica e/ou bolsas que o ampararam. Alm do mais, as bolsas por raa ou cor so altamente discriminatrias: ou teriam de ser dadas a filhos de imigrantes japoneses, alemes, italianos, que todos sofreram grandemente chegando aqui, e muitos continuam precisando de esforos inauditos para mandar um filho  universidade.
     Em suma, parece que trabalhamos para facilitar as coisas aos jovens, em lugar de educ-los com e para o trabalho, zelo, esforo, busca de mrito, uso de sua prpria capacidade e talento, j entre as crianas. O ensino nas ltimas dcadas aprimorou-se em fazer os pequenos aprender brincando. Isso pode ser bom para os bem pequenos, mas j na escola elementar, em seus primeiros anos,  bom alertar, com afeto e alegria, para o fato de que a vida no  s brincadeira, que lazer e divertimento so necessrios at  sade, mas que escola  tambm preparao para uma vida profissional futura, na qual haver disciplina e limites  que alis deveriam existir em casa, ainda que amorosos.
     Muitos diro que no estou sendo simptica. No escrevo para ser agradvel, mas para partilhar com meus leitores preocupaes sobre este pas com suas maravilhas e suas mazelas, num momento fundamental em que, em meio a greves, justas ou desatinadas, projetos grandiosos e seguidamente vos  do improviso e da incompetncia ou ingenuidade, ou desinformao , se delineia com grande inteligncia e preciso a possibilidade de serem punidos aqueles que no apenas prejudicaram monetariamente o pas, mas corroeram sua moral, e a dignidade de milhes de brasileiros. Est sendo um momento de excelncia que nos devolve nimo e esperana.
LYA LUFT  escritora


5. LEITOR
VALRIO, LULA E O MENSALO
Finalmente VEJA tirou a venda dos olhos de muita gente. O Brasil j sabia, mas faltava a evidncia formal de uma revelao que foi blindada durante anos a troco de favorecimentos e muito dinheiro (Os segredos do mensalo, 19 de setembro). Parabns a VEJA por mais essa contribuio.
JOAQUIM P. MARTINS
Joo Pessoa, PB

Tenho 66 anos, sou aposentada e, depois de ver tanta coisa passar pelo nosso cenrio poltico ao longo das dcadas, um dia depositei f naquele que se dizia homem do povo, representante dos operrios, defensor dos menos favorecidos. O resultado  aquele defendido por 16% dos ouvidos pela pesquisa de VEJA de 13 de julho de 2005: Lula sabia do mensalo e se envolvera! Profissionais de VEJA, vocs so os meus olhos e a minha voz. Sigam esse trabalho informativo com bravura e determinao porque a Justia tarda, mas no falha!
IRENE ZIETEMANN
Itirapina, SP

Eta revista danada! Assim fica fcil de a polcia investigar, de uma CPI ser criada e de o Supremo julgar. Vocs mais uma vez ajudam a consertar este pas.
ANTONIO CARLOS RODRIGUES
Niteri, RJ

O mensalo revela-se uma panela de presso: fria, recebeu uma receita de mentiras, distores, meias verdades, fraudes e falcatruas em geral. Ao ferver, a presso da verdade separa os elementos e as evidncias surgem naturalmente Valrio j deu o tom: Vai todo mundo para o ralo.
LAUDI VEDANA
Pato Branco, PR

Marcos Valrio no  membro do PT, pode destampar o ralo e colocar mais sujeira para fora. Esperamos o prximo captulo.
DORA SYLVIA R.M. DE SOUZA LEO
Recife, PE

Guardadas as devidas propores entre os escndalos Watergate e mensalo, sempre desconfiei, desde o incio, que tanto Richard Nixon quanto Lula sabiam de tudo.
HUGO COSTA PESSOA
Balnerio Cambori, SC
Niteri, RJ

As revelaes de Marcos Valrio no chocam quem tenha bom-senso e racionalidade. Por que subordinados fariam tudo aquilo, correndo riscos, se no fosse para beneficiar o chefe?
GERALDO CUNHA CARVALHO JR.
So Lus, MA

O mensalo e outras falcatruas j estavam programados para acontecer a fim de reabastecer os cofres esvaziados nos gastos de campanha.
HELIO CASTRO NUNES
Rio de Janeiro, RJ

Como limpar a poltica e livr-la das garras de partidos promscuos?
JOS APARECIDO RIBEIRO
Belo Horizonte, MG

Chute o balde, Valrio!
TLLIO MARCO SOARES CARVALHO 
Belo Horizonte, MG

A sentena de Marcos Valrio ainda est por vir, mas os seus filhos j esto pagando  e muito caro  por crimes que no cometeram. Lamentvel!
SILVANA CATROU GUERRA
Guarapari, ES

Marcos Valrio no deixa dvida sobre quem  a alma do mensalo. Lula deve ser julgado por enganar o pas. Que o corpo do mensalo continue sendo julgado pelo STF com lisura e justia, e que a alma do mensalo e suas ideias sejam condenadas ao ostracismo poltico.
ANTONIO CARLOS MARANGONI
Jundia, SP

Marcos Valrio sentiu na boca o gosto amargo da decepo de quem no cumpre a palavra, vendo destruda sua vida, destroada sua famlia. Descobriu, embora tardiamente, que Lula passa como um trator, impiedosa e sarcasticamente, sobre quem lhe atravessa o caminho. Importa-lhe apenas salvar a prpria pele.
ROSA FONSECA
Belo Horizonte, MG

A reportagem Os segredos do mensalo nos trouxe um alento, pois, se a Justia nem sequer indiciou o ex-presidente, ao menos a opinio pblica pode fazer o seu julgamento.
RENATO CARTOLANO
Ribeiro Preto, SP

Em sua Carta ao Leitor (Lula era o chefe, 19 de setembro), VEJA, cidadela insigne da democracia, resume a trajetria de lutas contra homnculos da politicagem nacional. A nao brasileira penhoradamente agradece o nobre exerccio da imprensa livre a servio de um povo.
ESMAELTNO NEVES DE FARIAS
Belm, PA

MARTA SUPLICY NO MINISTRIO
Barganhar o Ministrio da Cultura com a senadora Marta Suplicy, pela sua participao na campanha do candidato de Lula  Prefeitura de So Paulo, reflete  uma vez mais  a falta de respeito do governo do PT.
YARA SARMENTO
Curitiba, PR

Quem diria que Marta Suplicy, por causa de um ministrio, esqueceria a parceria Lula-Maluf e trabalharia pela eleio de Fernando Haddad. Esperamos a explicao dela para esse apoio de ltima hora. Mas que no seja relaxa e goza. porque essa ela j usou.
MNICA DELFRARO DAVID
Campinas, SP

ALDO REBELO
Com muito entusiasmo, li a entrevista com o ministro do Esporte, Aldo Rebelo (Nossa seleo est vulgarizada, 19 de setembro). Nossa sociedade vive um momento de total apatia e ceticismo com as questes nacionais, e ele  um lder nacionalista preocupado com os interesses da ptria, assim como outrora fora o saudoso baro do Rio Branco. Ele foi um dos primeiros a questionar a idoneidade de ONGs que no falam portugus, financiadas por governos estrangeiros que adoram dar palpites em assuntos internos do Brasil. Na questo do Cdigo Florestal, ao contrrio de ambientalistas urbanoides em seus escritrios refrigerados, Aldo Rebelo cruzou o pas de ponta a ponta ouvindo aqueles que produzem a verdadeira riqueza do Brasil: o homem que vive e trabalha no campo, criando, plantando e colhendo nosso arroz com feijo, sob todas as adversidades climticas. Que essa iniciativa de VEJA sirva de estmulo para nossos jovens se espelharem em lideranas que tenham nas veias o sangue verde- amarelo da nossa bandeira.
RAFAEL ABRO POSSIK JR.
So Paulo, SP

At que enfim o ministro Aldo Rebelo criticou o comrcio que virou o escrete nacional.
PAULO CEZAR FEUPE
Paranava, PR

Na entrevista a VEJA, o ministro do Esporte, senhor Aldo Rebelo, fez injustas e inconsequentes crticas  Confederao Brasileira de Futebol (CBF). Restaurando a verdade, explicamos: 1) A CBF no recebe dinheiro pblico motivada por qualquer objetivo indigno. Acontece que, merc de uma administrao competente, a CBF consegue manter-se com seus prprios recursos, sem precisar valer-se das benesses oficiais, ao contrrio de tantos outros. Deveria ser elogiada por poupar os sempre escassos recursos pblicos, em vez de sofrer crticas injustas; 2) A administrao da CBF sofre permanente controle por rgos internos (Conselho Fiscal, Assembleia Geral), auditoria interna e externa independente, alm dos vigilantes mecanismos da Secretaria da Receita Federal, que no a poupa de suas costumeiras e rigorosas auditorias. A CBF paga, com exatido, todos os tributos e contribuies que incidem sobre suas atividades; 3) A CBF  a mais democrtica entre as organizaes esportivas superiores, pois seu estatuto chega ao ponto de conceder direito de voto aos clubes e no s s federaes regionais. Duvida-se que o ministro possa indicar outras confederaes com tal caracterstica.
RODRIGO PAIVA
Assessor de imprensa da CBF
Rio de Janeiro, RJ

Aldo Rebelo foi muito feliz quando disse que a seleo alcanou um grau de vulgaridade que no impressiona mais a ningum. O que ele se esqueceu de comentar  que o Brasil j  o campeo dos desvios. Vejamos: o ex-presidente do Brasil desviou a ateno dos concorrentes e elegeu-se o nico representante a sediar o Mundial de 2014. Os ex-presidentes brasileiros da Fifa e da CBF desviavam interesses publicitrios e pessoais. O ex-ministro do Esporte desviou verba esportiva para o seu partido via ONGs-fantasma. O atual presidente da CBF desviou para o seu bolso uma medalha de um atleta campeo da Copa So Paulo de Futebol Jnior. O prefeito de So Paulo teve de usar dinheiro pblico para a cidade capitanear a abertura da Copa. Realmente, ministro,  tanta vulgaridade que a mais ningum impressiona.
RODOLFO JESUS FUCIJI
So Paulo, SP

MAILSON DA NBREGA
Brilhante o artigo O ICMS no tem salvao (19 de setembro), do economista Malson da Nbrega, pois retratou a colcha de retalhos que se tornou o sistema tributrio brasileiro, principalmente o imposto em questo, adotando diversas variveis, tais como regimes especiais, substituio tributria, reduo da base de clculo e alquotas diferenciadas, procedimentos de difcil entendimento para os contribuintes. Porm, com relao  adoo do imposto sobre o valor agregado (IVA),  necessrio primeiramente adotar de fato e de direito no Brasil o federalismo dos 26 estados, que teria o seu oramento pblico aumentado pelo IVA e, na proporo econmica de cada membro federado, que houvesse a participao na formao do oramento da Unio. Alis,  semelhana do adotado na Alemanha, conforme colocado por Malson da Nbrega. Outro fato a lamentar  a adoo da mais cruel forma de cobrana de tributos empregada no Brasil. Exceto os tributos diretos, os demais so baseados no consumo, penalizando de forma cruel as classes menos favorecidas.
LAZARO CABRAL
So Paulo, SP

Sou contador, economista e administrador de empresas. Preciso tirar o chapu para Malson da Nbrega depois do excelente artigo O ICMS no tem salvao. Ele foi na ferida. Esse imposto  o que mais atrapalha o desenvolvimento comercial e industrial e sempre foi o calo dos escritrios de contabilidade de nosso pas.
CARLOS HUMBERTO SCIGLIANO
Ilhus, BA

Tenho profundo respeito pelo economista Malson da Nbrega, mas sou obrigada a discordar do seu artigo O ICMS no tem salvao. Transferir a arrecadao para a Unio, neste pas em que as instituies esto eivadas de corrupo e com a mquina pblica aparelhada, seria colocar o lobo para tomar conta do galinheiro. O INSS  exemplo de tantos desvios de recursos e nunca se soube que tenha sido ressarcido quando o punido foi preso. Lembre-se apenas um caso: o da Georgina. Ele cita a Alemanha, a quarta economia do mundo, como exemplo de ideal de utilizao do IVA. O Brasil precisaria de mais 300 anos de existncia para chegar ao nvel fiscal, cultural e moral daquele pas, e desde que ocorresse aqui um choque de moralidade e tica em todas as esferas da sociedade brasileira.
ROSANE ALVES VALVEZAN
Campinas, SP

QUALIDADE NA EDUCAO 
Parabns pela reportagem E a conta no fechou (19 de setembro). Realmente, a educao tem de passar, entre tantas outras mudanas, pela valorizao dos professores, para que bons profissionais voltem a sentir orgulho e satisfao de ser professor. E que a capacidade seja muito mais importante e valorizada do que o apadrinhamento poltico. A inverso de valores quanto a salrios neste pas mostra que a diverso vem muito antes da instruo. Tenho duas graduaes, duas ps-graduaes e no me sinto nem disposta nem motivada a voltar para uma sala de aula.
MARIA ISABEL BORBA ALAMINI
Cricima, SC

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Embora tenha me divertido com o tom do artigo Por motivo de segurano (19 de setembro), constato a triste realidade por trs dos e-mails com erros de portugus que tentam nos enganar.
MARIANA DOS REIS SATHLER GRIPP
Rio de Janeiro, RJ

Mesmo quem possui estudo e conhecimento precisa ter ateno ao fornecer informaes pessoais pela internet.
LUCAS ERBANO
Curitiba, PR

CHORO NOTURNO DA CRIANA
Vivemos uma poca muito estranha, em que o ser humano quer tudo muito rpido, no tem a capacidade de respeitar os tempos da natureza nem os do semelhante. Agora, vem a ideia de que deixar um beb chorando no bero  bom, faz bem (Berreiro liberado, 19 de setembro). O ser humano no quer esperar. Quer ter um filho e no quer ter trabalho. Ao ver que o trabalho aumentou, que suas noites de sono esto sendo prejudicadas por aquele que acabou de chegar, resolve que no deve acalent-lo, dar-lhe carinho e explicar que este  um mundo novo, diferente daquele dentro da barriga da me, que aqui fora existem rudos, frio, calor, luz, escuro, dores... Normal  deix-lo no bero para que entenda isso por si s? Ledo engano. Ele vai dormir de exausto, de cansao, com o sentimento do abandono e da solido dentro de seu pequeno corao. Tadinhos dos bebs.
GIOVANA REOBOL 
Santos, SP

Em uma das muitas madrugadas insones, descobri um livro do pediatra americano Richard Ferber, citado na reportagem Berreiro liberado, e decidi aplicar a sua tcnica no meu beb, ento com 7 meses. A tcnica  muito difcil, mas d certo. Comecei em uma quarta feira. Ele chorou das 4 s 6 da manh at se acalmar. No domingo, j dormiu a noite toda. Hoje, ele est com 1 ano e 3 meses e dorme muito bem, sem interrupes. Mames, coragem!
MELISSA LAROZZI
Goinia, GO

LYA LUFT
O artigo Pais no cruzam os braos (12 de setembro), sobre o livro A Queda, de Diogo Mainardi, a quem admiro muito, tocou-me pessoalmente, pois tenho um irmo tetraplgico em decorrncia exatamente de falta de oxignio no momento do parto. Ele est com 62 anos e  uma das pessoas mais felizes e de bem com a vida que eu conheo. A alegria e a felicidade que demonstra so decorrncia do amor a ele dedicado pela famlia. Minha me  a personificao do amor maternal em relao a esse filho especial. Ela deu a todos ns o exemplo de carinho e dedicao. Meu pai, que j no est entre ns, tambm foi maravilhoso com o filho. Tito, filho de Diogo, e Jos Antonio, meu irmo, so dois seres unidos pelo mesmo amor incondicional de seus pais e de suas famlias.
APARECIDA DUZOLINA FORTES DIAS
Uberaba, MG

TATUAGEM
Tatuagem para sempre  para quem tem personalidade e sabe carregar o trao em seu corpo como um registro de sua vida, das suas convices, das suas vaidades (A hora do arrependimento, 19 de setembro).
CAROLINE ORLANDINI
Jundia, SP

SABRINA SATO
Discordo da frase dela (No me incomodo com quem me chama de burra. Me incomoda  me chamarem de gorda!, Veja Essa, 19 de setembro). Eu ficaria ofendida de ser chamada de burra e no me perturbaria se me chamassem de gorda.
ALVORITA L. BITTENCOURT
Por e-mail

Correo: a TV de 84 polegadas da Sony tem resoluo superior a 8 megapixels (O PC em busca da simplicidade, 12 de setembro).

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KATIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
AUGUSTO NUNES
MENSALO
Marcos Valrio comeou a abrir a caixa preta. Pela primeira vez, uma alta patente da quadrilha confirmou que falta algum no banco dos rus do Supremo. Nem assim o chefe se anima a falar em mensalo. www.veja.com/augustonunes

RADAR
LAVRO JARDIM
GANSO NO STF
Santista fantico, Gilmar Mendes tem se queixado a colegas sobre a novela em que se transformou a sada de Ganso do clube. Apesar de elogiar bastante o atleta, o ministro o quer fora do time o mais rpido possvel. www.veja.com/radar

GPS
PAULA NEIVA
CLAUDIA LEITTE
Apenas um ms aps dar  luz o filho caula, Rafael, Claudia Leitte est a todo o vapor nas gravaes do The Voice Brasil, no Rio. A equipe do programa adaptou um camarim para ser o quartinho do beb no Projac. www.veja.com/gps

CKEGADA
RENATO DUTRA
CORRIDA
Um dos obstculos mais comuns para a maioria dos corredores  a falta de tempo. E sem frequncia de treino no h resultado. Mas pesquisas provam que treinos curtos e de alta intensidade podem ser a soluo. www.veja.com/chegada

NOVA TEMPORADA
UM POUCO DE MODA EM GLEE
Sarah Jessica Parker far sua estreia em Glee no terceiro episdio da quarta temporada da srie, que ir ao ar nos EUA em 27 de setembro. Ela interpretar Isabelle, a excntrica editora da verso on-line da revista Vogue americana. Na foto, vemos Jessica ao lado de Chris Colfer, que interpreta Kurt. Quando o personagem busca emprego na revista, cai nas graas de Isabelle. Este  o primeiro trabalho de Sarah na TV desde o fim de Sex and the City, em 2004. De l para c, a atriz tem se dedicado  carreira no cinema.
www.veja.com/temporada 

VIVER BEM
O VALOR DO COCHILO
Dormir  bom, necessrio e fundamental para a sade. Mas e o cochilo? A dvida de muitas pessoas  se aquela dormidinha curta, em um perodo qualquer do dia, atrapalha ou no o sono noturno. Especialistas dizem que o sono diurno pode aumentar em at 50% a capacidade de tomar decises acertadas, sem falar na melhora em at 30% da produtividade no trabalho. Mas  preciso obedecer a algumas regras. O tempo do cochilo deve ser de quinze a trinta minutos.
www.veja.com/viverbem

SOBRE PALAVRAS
O OSTRACISMO E AS OSTRAS
O que o ostracismo tem a ver com a ostra? Quem apostar numa relao metafrica entre o isolamento social do banido e a solido de um molusco fechado em sua concha estar cometendo um erro  compreensvel, mas um erro. A relao  metonmica e s pode ser recuperada  luz da histria antiga: para decidir quem seria condenado ao ostracismo, os cidados atenienses escreviam seus votos em caquinhos que depositavam numa urna. Alguns dicionaristas veem nesse ostrakon-cdula uma concha de ostra propriamente dita untada de cera: outros so menos precisos ou optam por cacos de cermica.
www.veja.com/sobrepalavras 

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINTEIN SADE  NOVAS DIMENSES DA ULTRASSONOGRAFIA
Alm de visualizar o rosto do beb, tecnologias em 3D e 4D possibilitam melhor compreenso de patologias.

     Conhecer o sexo do beb antes do nascimento e analisar seu desenvolvimento intrauterino esto entre os benefcios mais relevantes da ultrassonografia aplicada ao acompanhamento de gestaes. Nos ltimos 10 anos, o avano tecnolgico levou  evoluo da imagem ultrassonogrfica, de duas para trs dimenses em cores, alm de agregar a quarta dimenso, ou seja, imagens em 3D com movimento em tempo real.
     Ao gerar imagens bem-definidas e muito prximas da realidade, a ultrassonografia em 3D torna possvel a visualizao em detalhes do rosto do beb, contribuindo para aumentar o vnculo dos pais com o novo integrante da famlia. Alm desse atributo, oferece aos mdicos e pais um substancial incremento na qualidade do exame do embrio ou feto, graas  alta definio das imagens e ao arsenal de recursos tecnolgicos do sistema.
     A ultrassonografia em 3D facilita a deteco de malformaes fsicas, anomalias esquelticas e faces sindrmicas (caractersticas de anomalias como a sndrome de Down) e possibilita melhor avaliao da extenso e do comprometimento das estruturas. Em relao  imagem bidimensional, oferece maior preciso na avaliao do volume dos rgos fetais, muito importante, por exemplo, para o acompanhamento do volume do pulmo em problemas como hrnia diafragmtica.
     A ultrassonografia em 4D  indicada especialmente para avaliar estruturas dinmicas como o corao, cujos batimentos podem ser vistos como se estivessem sendo observados in loco. Tambm  de grande valia para a anlise dos movimentos do beb quando existe a suspeita de anomalias na coluna vertebral.
     Os mtodos em 3D e 4D so mais confortveis para a gestante, pois possibilitam que o exame seja feito em menos tempo do que a ultrassonografia bidimensional, diminuindo a permanncia da me em decbito dorsal e reduzindo a possibilidade de sentir desconforto respiratrio.
     A qualidade das imagens  o foco central dos novos desenvolvimentos. A finalidade  obter imagens de alta resoluo e cada vez mais reais. Mas, a exemplo da ultrassonografia em duas dimenses, o sistema tambm possui limitaes, como a posio do feto, a movimentao fetal excessiva e a obesidade materna.
     A aplicao dos mtodos em 3D e 4D para avaliaes mais complexas requer profissionais qualificados na captura e interpretao das imagens. Nas mos de especialistas, so ferramentas de utilidade inestimvel para suprir as limitaes da ultrassonografia bidimensional e oferecer melhor compreenso de patologias.

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